Quarta-feira, 5 de Julho de 2006

Por detrás do pano...

Pois é meus amigos, ainda "há mais vida" para além do Mundial de futebol, ainda há Timor...As coisas vão-se esclarecendo:
 
1 - Uma linha de força é dizerem mal do Alkatiri. Mesmo entre os jornalistas com mais pruridos, fica bem dizer que no mínimo Alkatiri não teve jeito, não soube lidar com a situação e não tem apoio popular...
 
Pois bem, de uma forma directa: Alkatiri é culpado de ter negociado as questões do petróleo sem corrupção, sem tirar nenhum proveito pessoal, apenas a pensar no seu povo. É culpado de ter defendido o mar de Timor e o governo da Austrália não gostou.  É culpado de ter feito um concurso público para a concessão das explorações petrolíferas (que foi elogiado pelo Banco Mundial... pasme-se!) mas esse concurso não atribuiu nenhuma concessão às companhias petrolíferas australianas e estas não gostaram...
 
Em 2005, durante semanas houve manifestações organizadas pelos católicos, com apoio do bispo de Dili, contra o Alkatiri, foram no máximo 5.000 pessoas. Nessa altura também se dissse "Abaixo Alkatiri" e também se perguntou onde estava o apoio ao Governo e à Fretilin e ao Alkatiri. Quando acabaram essas manifestações realizou-se um comício da Fretilin (em 20 de Maio de 2005 - há fotos) de apoio ao Governo e a Alkatiri. QUANTOS ERAM? 40.000. Porque não foi mais cedo? para evitar confrontos...
 
2 - a segunda questão é que a Austrália se assume como força ocupante!
 
Não é novo, já o fez no passado nas Ilhas Fiji e há bem pouco tempo nas Ilhas Salomão, mas está lá tão longe da Europa que nem reparamos e as notícias dão o que dão... por exemplo ainda alguém se lembra da intervenção americana em Granada e alguém ouviu falar em eleições depois disso?
 
A Austrália sempre apoiou a ocupação pela Indonésia ecom a Indonésia discutia a partilha do petróleo até... que tudo mudou...
 
A Austrália quer decidir o futuro de Timor, substituir o Governo e o Parlamento, suspender parte da Constituição, liderar todas as forças militares dos diversos países que aí se encontram...
 
Já se sabe que as tropas Australianas protegem os chamados rebeldes...
 
Já se sabe que as tropas Australianas queriam pôr em respeitinho a GNR de Portugal...
 
Já se sabe que agora as tropas australianas invadiram uma casa onde estavam médicos... cubanos...
 
Já se sabe que querem um outro tipo de leis em Timor... A Austrália, mais a Inglaterra e os Estados Unidos têm um tipo de justiça diferente do resto do mundo (os juristas que expliquem), não têm o direito romano... e Timor seguiu os critérios da justiça internacional, fez a sua constituição, está a fazer os seus códigos, civil, penal, etc...mas não é à moda da Austrália, também por isso (mas não só) o governo australiano quer "substituir o aparelho judicial em Timor", os tribunais em Timor e juristas (que por acaso até estão lá em missão da ONU e são portugueses e brasileiros...e etc.)...
 
O Tribunal de Recurso e os outros Tribunais de Timor foram destruídos e vandalizados, o que não foi furtado foi destruído! E por exemplo foram roubados os PROCESSOS DOS CRIMES DE 1999 que ocorreram após o referendo! e a tropa australiana deixou ocorrrer esse saque e destruição... porquê? adivinhem!
 
Acho que a questão essencial que agora se decide é se as tropas internacionais vão ficar sob a direcção da ONU ou sob a direcção da tropa que já está no terreno, isto é Austrália - há uma grande diferença e uma profunda influência quanto ao futuro...
 
Antes de terminar quero ainda referir duas notas:
 
- o profundo apreço pelos portugueses que estão em Timor e que nehum saiu voluntariamente! Mas queriam que saissem, reparem que logo nos primeiros incidentes os Estados Unidos fizeram deslocar um avião para retirar os americanos e ofereceram lugares à embaixada portuguesa para saírem portugueses...depois eram as imagens dos australianos a sair... e os portugueses aguentaram bem. Parabéns para o pessoal que está por lá!
 
- os jornalistas estão a baralhar muitas notícias, por exemplo dizia o Público que alguns rebeldes tinham ocupado a fazenda Algarve "de Mário Carrascalão", bem a fazenda é do João Carrascalão ( a quem foi assassinado um filho em 1999 e está enterrado nessa herdade), o seu irmão Mário foi o último Governador pelos Indonésios, e os dois irmãos nem se falavam por esse motivo. Será por acaso essa confusão entre Mário e João? O João não é Fretilin mas tem cooperado com o Governo, por exemplo foi nomeado Presidente do Comité Olímpico de Timor...
 
O texto vai longo, acho que vale a pena continuar a esclarecer e a denunciar o que se passa em Timor.
Aqui fala-se Português editou às 02:27
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Segunda-feira, 3 de Julho de 2006

novamente sobre dia da lingua portuguesa no Brasil

Aplaudo a iniciativa do Presidente do país irmão, Luis Inácio (Lula) da Silva
Se outros países de expressão portuguesa o quiserem imitar, (o que seria interessante) teriamos mais de meia dúzia de Dias da Língua Portuguesa por ano em várias nações! Não vejo, pois, sinais alguns de divisionismo nesta iniciativa do Presidente brasileiro, bem pelo contrário.
Também não vejo inconveniente algum na manutenção das diferentes "tonalidades" da língua portuguesa que se falam em diferentes latitudes. Só aqui, no pequeno rectângulo europeu, temos uma boa mão cheia de sotaques e formas de expressão diversas entre si: o português que se fala em Coimbra, por exemplo (há quem afirme ser o mais correcto!) é muito diferente do que se fala no Porto e ambos são diferentes do português que se fala em Lisboa. Por sua vez, estes três exemplos divergem do português que se fala nas Beira - onde aparece a pronuncia "axim e axado, xuxualista", etc.., reminiscência herdada do sotaque dos Celtas! - e tudo isto muito diferente do português que se fala no alentejo, onde o azeite é azete, o leite é lete e o café, só para fazer ainda mais confusão é caféi! Os algavios formam outro português diverso dos outros, e em Setúbal aparece o porrtuguês   que come sarrdinha e larranja. Se formos à Madeira topamos com outro acento diferente e nos Açores achamos um sotaque e expressões que nada têm a ver com os restantes! Mas todos o termos e palavras contidas neste idioma, que só por causa do Brasil ameaça ser um dos seis mais falados no planeta, apesar de ser a língua latina mais complicada de todas, - está contido em dicionários como o Houaiss - do catedrático brasileiro do mesmo nome, que recomendo vivamente a quem se interessa por estas coisas.
A diversidade só nos enriquece e o conhecimento que tivermos dessas mesmas diferenças só nos poderá unir e compreender ainda mais!  

Com amizade  José Pires

Aqui fala-se Português editou às 17:21
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posições perigosas

§      AINDA SOBRE O DIA NACIONAL DA LÍNGUA PORTUGUESA

§       João Ferreira/Brasília

 

 

§      Senhor Casimiro e distintos leitores do PortugalClub

 

§      Desejaria submeter ao foro dos leitores do Portugalclub minha opinião sobre o Dia Nacional da Língua Portuguesa no Brasil, instituído pelo Presidente Lula através da Lei 11. 310, sancionada em 12 de junho de 2006.

§      Inicialmente, gostaria de dizer que cada País é soberano em suas leis e atitudes e não deve satisfações a ninguém. Isso em condições normais, quando não  está ligado a acordos internacionais nem coloca em causa o direito de terceiros. No caso da Lei sobre o dia da Língua Portuguesa no Brasil, há instituições e acordos internacionais a ter em conta que importaria não desrespeitar.

§      Existe a Comunidade dos Povos  de Língua Portuguesa – a CPLP, criada em 17 de julho de 1996 por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe, vindo Timor-Leste a integrar posteriormente a comunidade em 2002, após sua independência.

§      A CPLP é uma instituição cultural e política, “com três objetivos gerais, definidos nos Estatutos da Comunidade: a concertação político-diplomática entre os seus membros; a cooperação econômica, social, cultural, jurídica e técnico-científica; e a promoção e difusão da Língua Portuguesa”.

§      Explicitamente, entre os objetivos da CPLP está a “promoção e difusão da Língua Portuguesa”. Na origem da CPLP conta-se uma iniciativa do Governo brasileiro: a criação do Instituto Internacional de Língua Portuguesa, o IILP, idéia do Presidente Sarney, por ocasião da Reunião de Cúpula de Chefes de Estado dos Países de Língua Oficial Portuguesa, em São Luís do Maranhão, em 1989. Exatamente para fins de promoção e difusão da Língua Portuguesa. O Instituto tem atualmente sua sede na cidade de Praia, capital de Cabo Verde. Seus objetivos, de acordo com  os estatutos,  são "a promoção, a defesa, o enriquecimento e a difusão da Língua portuguesa como veículo de cultura, educação, informação e acesso ao conhecimento científico, tecnológico e de utilização oficial em fóruns internacionais."

§      Coloca-se em causa, por isso, a singularíssima atitude do presidente Lula ao criar o dia Nacional da Língua Portuguesa no Brasil.  Orgulho de soberania? Uma questão de 180 milhões de falantes? Exibição de poder entre os membros de uma instituição??? Que outras razões? E agora, como fica?

§    Entre os princípios fundamentais da CPLP estão a aliança e a amizade entre seus membros. A Lei Lula sobre o dia nacional da Língua Portuguesa no Brasil vem colocar por isso algumas interrogações diplomáticas e políticas. No meio de todas, a interrogação seguinte:  se cada país, mesmo formando uma comunidade de língua portuguesa, vai agir solitariamente em constraste com os princípios dos tratados comuns e instituições vigentes e declarar unilateralmente um dia próprio para comemorar o dia da língua portuguesa, patrimônio cultural de todos os países-membros? 

§       Se a Língua Portuguesa é de todos, seria lógico que fosse escolhido um dia da Língua Portuguesa, patrimônio de todos,  como dia de todos, com a decisão de todos. Até que isto aconteça, a lei de Lula vai aparecer essencialmente como uma lei separatista dentro de um país que fez alianças culturais dentro da CPLP.

§      O foro adequado para decidir sobre um dia da Língua Portuguesa, chama-se CPLP. O raciocínio parte do princípio de que o Brasil está dentro da CPLP e não manifestou ainda nenhuma ruptura com a instituição. Fica difícil agora que simultaneamente, Portugal, de um lado, continue com a tradição do dia 10 de junho, dia de Camões, e, de outro, o Brasil com o dia 5 de novembro. Parece que deveria haver uma consulta aos demais países para instituir uma data oficial comum para celebração da Língua Portuguesa,  no caso de ser superada a funcionalidade do dia 10 de junho, dia de Camões, como dia oficial da Língua Portuguesa, tal como era tradição.

§      É hora de somar e não de dividir. É hora da CPLP, da Lusofonia, e hora de incrementar a Comunidade dos Povos de Língua Portuguesa.

§      Você sabia que, como prova dos vínculos culturais que unem os países da CPLP, foi criado ,em 2005, o dia 5 de maio como o Dia da Cultura Lusófona no mundo?

 

Aqui fala-se Português editou às 06:11
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Domingo, 2 de Julho de 2006

Lingua portuguesa

DIA NACIONAL DA LÍNGUA PORTUGUESA
EM PORTUGAL, BRASIL E PAÍSES DA CPLP
João Ferreira/Brasília DF


 I – Até recentemente, vigorou em Portugal e nos países de Língua Portuguesa, como tradição importante e secular, a celebração do dia 10 de junho, dia de Camões, o poeta-símbolo da vernaculidade, como dia da Língua Portuguesa.

II- Algo muda a partir de agora. O Brasil, que no artº 13 de sua Constituição declarou a língua portuguesa como idioma oficial, acaba de criar seu dia próprio para celebrar o idioma nacional. Através da Lei nº 11.310, de 12 de junho de 2006, o presidente Luís Inácio Lula da Silva sancionou  o projeto de lei do Senado n. 149/04, da autoria do senador Papaléo Paes (AP) que institui o dia 5 de novembro como Dia Nacional da Língua Portuguesa no Brasil. Papaléo Paes, natural de Belém, PA, e senador do PSDB pelo Amapá, escolheu esse dia por ser o aniversário de nascimento de Rui Barbosa, um dos mais ferrenhos defensores da língua portuguesa no Brasil.  Ao adotar a medida, o Presidente brasileiro declarou que a intenção era a de valorizar e preservar a língua portuguesa como “importante laço de consolidação da unidade nacional.” A lei foi publicada no Diário Oficial do Brasil  no último dia 13 de junho de 2006.

 

O  jornal caboverdeano Liberal Online, em sua edição de 23 de junho de 2006, comentou a propósito da medida: “O Brasil adianta-se assim na promoção e defesa da Língua Portuguesa, tendendo a ser o “mais lusófono” de toda a CPLP. Assinale-se que em S. Paulo existe o único Museu da Língua Portuguesa, recentemente distinguido pela UNESCO.”

III- Dois dias antes, a 10 de junho de 2006, o Presidente da República Portuguesa, doutor Aníbal Cavaco Silva, dirigira aos portugueses discurso de comemoração do dia 10 de junho, como  Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas”, e ainda como um dia de “celebração da cultura portuguesa” e do inestimável património que é a língua portuguesa, partilhada por outros sete Estados que a têm por língua oficial e que a utilizam na sua prática política, jurídica e administrativa, na comunicação técnica e científica, na criação literária e artística”.

 

IV- Além do dia Nacional da Língua Portuguesa, a 10 de junho, em Portugal, há ainda o dia 15 de novembro como Dia da Língua Gestual Portuguesa (LGP), a língua materna dos surdos.

V – Será que, como resposta à política da Língua adotada por Portugal e Brasil, em separado, os restantes Países de Língua Portuguesa, passarão a escolher, também, um dia próprio para celebrarem o patrimônio cultural do idioma oficial vigente em seus próprios territórios? – Com a palavra a CPLP e os Governos dos países soberanos da Comunidade dos Povos de Língua Portuguesa.

Aqui fala-se Português editou às 17:44
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